sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Na Terra da Música? (Parte 2)

Mais um músico sueco que até já tinha ouvido, mas não fazia a mínima ideia de quem era...

Esta edição do 'Na Terra da Música?' é dedicado a José González, sim, um músico sueco, de Gotemburgo, com um nome latino que a ele foi dado pelos pais, emigrantes argentinos.

O estilo musical de José González é um misto de indie e folk musik, usando, quase de forma essencial, a guitarra acústica. Já foram editados 2 discos seus, Veneer de 2003 (o único que ouvi até agora) e In Our Nature, editado no ano que no mês passado acabou.

Deixo-vos uma música, Heartbeats, escrita e interpretada por ele, que servia de banda sonora a um anúncio dos monitores LCD Bravia da Sony, que muita gente deve conhecer:

Na Terra da Música? (Parte 1)

Ok, eu sei que agora já começo a exagerar... Muitos de vocês devem estar a pensar: 'Na Terra da Música? A Suécia? Ò Damião, brincamos ou colamos cartazes?'

A verdade é que, muita da opinião musical que realmente tem alguma importância naquilo que diz, não tem dúvidas em considerar a Suécia como o 3º maior exportador de música Pop a nível mundial neste momento, atrás dos habituais Estados Unidos e Reino Unido.

Leiam as Blitz dos últimos meses, por exemplo, e vão ver que isto não deve fugir muito à razão...

Dada a importância da Suécia no panorama musical da actualidade, decidi criar uma série de posts que funcionassem como uma introdução das bandas que vou conhecendo por aqui.

Começo com os The Sounds.

Surgiram, não em Gotemburgo, mas lá perto, em Helsingborg. É uma banda new wave e indie rock (ao estilo O.C.), liderada por uma vocalista , Maja Ivarsson , já considerada uma das vocalistas mais sexy (e crazy, muito provavelmente...) da cena rock actual.

Editaram 2 albuns, Living in America, em 2002 e Dying to Say This to You em 2006. Deste último deixo um dos singles, Painted by Numbers:


Na Terra das 'Magpies'?

Durante algumas das últimas aulas teóricas do dia, em que tive a oportunidade de estar atento e aprender alguma coisa, deixava-me distrair por um acontecimento que se dá todos os dias, por volta das 16 horas...

Não é que as aulas teóricas fossem assim tão interessantes para ser impossível encontrar algo que me distraísse... Aliás, pensando bem, até era fácil. Bem, mesmo assim acho plausível fazer a pergunta:

Mas que acontecimento é este?

Antes de descrever o 'predicado', deixem-me descrever o 'sujeito': a pega-rabuda (magpie em inglês, skata em sueco), um pássaro da família do corvo que se avista em abundância aqui em Gotemburgo (e não só, vejam este artigo na wikipédia). Em baixo, uma imagem de um destes bicharocos a voar:

Vamos então ao 'predicado'. Por volta das 16 horas, ou melhor, por alturas do por do sol, (sim, porque estes animais não usam relógio para orientação temporal) todos os espécimes das redondezas juntam-se no mesmo sítio (neste caso voando sobre telhado de um dos edifícios da faculdade) quase tapando o céu, para não falar no silêncio que acabam por perturbar, pois estas pegas-rabudas não se calam...

Após este último 'engarrafamento', as aves desaparecem, dirigindo-se, presumo eu, para os seus ninhos, que aliás são muito facilmente avistados nas árvores despidas pelo Inverno.

Deixo aqui algumas imagens que pude recolher hoje do meu quarto, por volta das 15:30. Não são bons exemplos do que realmente acontece, até porque as fotografias não foram muito bem tiradas. Devem ser suficientes para dar uma ideia. Na primeira imagem podem ver alguns pássaros no ar, nas árvores e no relvado visível no centro da fotografia:



Só mais uma curiosidade minha... A equipa de futebol inglesa Newcastle United FC escolheu estes animaizinhos, símbolos de tristeza e problemas, para alcunha. São conhecidos por 'Magpies'. Isto é que é brincar com a sorte!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Faltam 5 dias

5 dias para visitar a família no Natal, e ainda não decidi se devo cá ficar ou não...

Para o pouco pessoal que lê este blogue, tenho um favor a pedir: Deixem, nos comentários, razões para eu cá ficar...

...ou para não ficar!

Para quando uma colectânea de posições...

...adequadas a um confortável sono num assento de um autocarro? Ah, e não me digam que basta incliná-lo para trás...

São ideias destas que me surgem nas alucinações próprias de um sono acidentado, daqueles que se sentem durante uma viagem de autocarro, duração 7 horas, entre Estocolmo e Gotemburgo.

Fica aqui uma ideia para o pessoal que viaja diariamente ou semanalmente num autocarro de médio ou longo curso. De certeza que algum já aprendeu a dormir numa situação dessas...

Despachem-se que ainda me pode dar jeito!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Na Terra das Bicicletas?

Agora que vi e sei mais do mundo, percebi que o título de 'Terra das Bicicletas' não é o mais apropriado para Gotemburgo.

Basta ver, por exemplo, estas fotos que tirei durante a minha breve estadia em Copenhaga, capital dinamarquesa e quiçá capital escandinava das bicicletas...



Também da Holanda chegam relatos de uma verdadeira terra de bicicletas, onde o seu número pode muito facilmente ser superior ao número de pessoas que lá habita.

E sobre Pequim nem vale a pena dizer nada.

Pensei em mudar o título para 'Na Terra dos Volvos', mas como estaria a fazer publicidade a uma marca registada, deixo estar tudo na mesma. Afinal, há mais bicicletas aqui do que no Porto...

O 'Pique' Nórdico

E agora, um espaço de culinária (ou pelo menos algo que se aproxima disso, ainda que de forma remota...) aqui no meu 'blogue'. Culinária sueca, e não se trata de almôndegas com puré de batata!

No último jantar que o pessoal do corredor fez em conjunto, a vontade do Anders em mostrar o seu prato favorito, 'Nothern Pike' (ou lúcio europeu, em português), foi finalmente satisfeita.

Mas quem é este Lúcio?

Bem, o lúcio europeu é um peixe predador, que habita águas doces locais e que, pelo que nos conta o Anders, não tem nada de pacífico:

"Qualquer coisa que lhe apareça à frente dos olhos, bam! Ponham-lhe um gato pequeno à frente e vejam o que lhe acontece..."

Deixo aqui o link para o seu artigo na wikipédia e algumas imagens do bicho:



Nesta última fotografia podemos ver o nosso lúcio a capturar uma pobre rã...

Depois vos apresentar o Lúcio, resta-me dizer que é um prato bastante apreciado pelos suecos (o Mattias diz que é até considerado uma delícia em França...) e quando servido com batatas e um delicioso molho de manteiga não fica nada mal.

Só tem um problema. Dá muito trabalho para o comer! Dei por mim a pensar que se a Natureza encheu o lúcio europeu com tanta espinha, não deve querer que façamos dele o nosso jantar...